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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Como quebrar expectativas


Quando um artista compõe uma música pressupõe ou a coloca (geralmente) em um contexto; existe uma história por trás dos versos melódicos e ritmados.

Ao ilustrá-las, os quadrinhistas mineiros (e não tão rasos) Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, surpreendem, reconstroem os contos e, em novos contextos, quebram expectativas maravilhosamente bem. Leia mais sobre o projeto aqui.

Como criar um cenário em que uma música chiclete como o “Eu quero Tchu, Eu quero Tcha” poderia ser, na verdade, sobre a disputa entre dois meninos para dar nome à um cachorro?

É com muito bom-humor que ilustram as letras e, ao mesmo tempo, podem carregá-las de um sentido ainda mais profundo (e trágico).






 Suas ilustrações já apareceram na revista Ragga e Zupi, mostrando o reconhecimento que cavam pouco a pouco no mercado de quadrinhos brasileiro.

São autores também do incrível Achados e Perdidos, disponível na loja virtual Pandemônio Comix {que conta também com obras de outros mineiros como Vitor Cafaggi (punyparker) e Ricardo Tokumoto (ryotiras)}

E é com carinho que digo:

Vejam mais em Quadrinhos Rasos.


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Postei escutando:


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O design mineiro em Cannes e sardinha enlatada

Pela primeira vez, um trabalho de uma empresa de Minas Gerais ganhou o prêmio Design Lions, em Cannes. A empresa, Greco Design. O trabalho, sinalização para um consultório odontológico:


A ideia, que trouxe o bronze no prêmio, surpreende por sua simplicidade. No dia 04 de setembro ocorreu, no Palácio das Artes, o evento Criatividade que gera Resultados, ligado ao movimento Minas em Cannes. O evento teve uma palestra de Gustavo Greco, proprietário e diretor de criação da Greco Design. A Cria esteve lá e pôde saber mais detalhes sobre a ideia premiada da Greco, relacionando-a ao mercado mineiro.


Greco, durante sua a palestra, usa a metáfora da sardinha para designar ao mercado mineiro. Sardinha? Calma, você vai entender. Muitas vezes, quando as pessoas se deparam com uma lata de sardinha para preparar um prato, acreditam que ele não ficará bom. Porém o designer afirma que um prato ser feito à base de filet mignon só é garantia de que 50% da receita ficará boa. Um prato bem feito, com sardinha, fica melhor do que um um prato qualquer feito com a carne de primeira.
Muitas vezes, os os publicitários mineiros se veem na situação de ter que fazer um prato bom só com sardinha, ou mais precisamente, um cliente com muitas expectativas e um orçamento pequeno.

Não é preciso muito para fazer algo bom, o que não significa que ter muito disponível é ruim. O fator decisivo que faz uma receita, seja ela à base de  sardinha ou filé, ficar boa é a criatividade. Uma das coisas que se conclui da palestra é: não desanimar ao se deparar com uma "lata de sardinha", e sim usá-la para fazer um bom prato.

No fim da palestra, todos receberam uma lata de sardinha com o dizeres: "E você? O que vai fazer com sua lata de sardinha?". Fica a questão para reflexão.


Peço desculpas pela falta de qualidade da foto, estou sem câmera. :(






Postei ouvindo: