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segunda-feira, 26 de março de 2012

Handmade Type





Muito incrível essa idéia! Chamado de Handmade Type, e produzido pela designer Tien-MIn Liao, as letras se formam com o movimento das mãos e braços. 


Postei ouvindo:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Papel e Tinta




Nesse mundo completamente regrado pelo computador, ainda existem aqueles profissionais que se dedicam quase que inteiramente ao papel. Sasha Prood é uma dessas pessoas. Confira aqui o trabalho de tipografia com aquarela que foi desenvolvido pra Food and Wine Magazine.









Postei ouvindo:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Do you know Linotype?

Quem for muito novo não se lembrará, mas eu me lembro muito bem das máquinas de escrever.
Essas relíquias, que precederam o computador, eram, além de divertidas - pelo menos para quem era criança-, a única maneira de acadêmicos, escritores, poetas e afins transcreverem seus trabalhos.
A minha mãe, formada em Letras, era revisora de português na época que eu tinha lá meus 5, 6 anos e usava uma dessas. Para trabalhar na Universidade, inclusive, ela teve que fazer prova de digitação com uma delas. Quando eu ia ao seu trabalho, ficava escrevendo poemas e brincando de ser gente grande. Isso tudo sem saber que um dia eu me tornaria estudante de Publicidade e a tal máquina de escrever iria se tornar objeto útil para possíveis produções criativas.

Bom, a máquina de escrever não é mais utilizada nos ofícios e locais de trabalho. Mas para artistas, designers e publicitários, as letrinhas típicas formadas por ela são muito valiosas. Acho que quando eu falo dessa tipografia, ela vem a mente de todo mundo, não é? Hoje, a maioria apenas as utiliza no próprio computador. Alguns exemplos que traduzem essa fonte: Courier New, Another Typewriter, Bulky Refuse Type, Hammer Keys, entre outras.



O fato é que, para quem ainda tem uma dessas peças preciosas, utilizá-la de verdade torna uma peça muito mais autêntica. As máquinas de escrever surgiram em 1714, e mais tarde, em 1886, na Alemanha, Ottmar Mergenthaler inventou a Linótipo, que, assim como a máquina de escrever, funde em bloquinhos cada linha de caracteres tipográficos, causando o mesmo efeito da anterior. E adivinhem? Em 2011, essa preciosidade completou 125 anos.



Para quem curte esse tipo de arte, tenho dois vídeos incríveis que encontrei sobre as "Linotypes". O primeiro é um documentário lançado esse ano sobre o tema, chamado "Linotype: the film", aproveitando a data de aniversário em 2011. O filme conta a surpreendente e emocionante história de pessoas conectadas a uma dessas máquinas e como elas impactaram o mundo.


O outro vídeo é um projeto criado em Los Angeles, de uma máquina chamada Ludlow que também produz essas tipografias impressas através de chapas quentes de metal, bem como a Linótipo. Esse projeto foi pago pelo público que apoiava a iniciativa (181 pessoas), através de um site chamado KickStarter, para quem quer iniciar um trabalho, mas não possui renda.


Para quem é da área, espero ter dado vontade de correr atrás daquela velha máquina de escrever e ousar em novas produções, utilizando esse formato de tipografia que é conhecido mundialmente e tem valor histórico. Sem contar que peças retrôs nunca deixam de ser tendência, né?

Listening to:


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FontFace

Tipografia

O estúdio Atipo, da Espanha, inovou quando decidiu misturar modelos, fotografia e tipografia em um projeto chamado FontFace.

Segundo a descrição oficial do site, o projeto é “uma composição (maquiagem) que une a expressão do gesto e das palavras para criar uma coleção de imagens em homenagem a quatro tipos de excelentes designers”.

As tipografias desenhadas foram: Caslon Italic, Clarendoh Bold, Helvetica Bold, Carousel Medium, Caslon Italic e Clarendoh Bold.

Vale a pena conferir o make off !

Para visualizar mais fotos do projeto, clique aqui.

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Postei ouvindo:

sábado, 17 de setembro de 2011

Uma letra e tudo mais que ela pode nos dizer



Seriedade, descontração, leveza, agressividade... Qual é o conceito que você pretende transmitir?
São inúmeros os estudos que dizem sobre os efeitos e emoções que as cores provocam em quem as vê, mas assim como as cores, uma tipografia também produz emoções. Para garantir que um trabalho transmita os conceitos desejados é importante compreender quais são as características daquele tipo e o que essas características transmitem.
Alguns fatores são importantes para pensar essas características: uma fonte sempre diz sobre qual ferramenta a criou e além disso podemos pensar no modo de construção dos tipos. Não basta um suporte para dizer características de uma fonte, o modo como ela é escrita interfere nessas características.
Há por exemplo uma diferença de contraste entre as fontes Helvética e Times. O alto contraste entre grosso e fino da Times é resultado do tipo de instrumento usado para fazê-la -  uma pena caligráfica que foi muito usada até a invenção dos tipos móveis, por isso a Times carrega consigo uma forte herança clássica.


Fontes como a Helvética já possuem pouco contraste, o que as distancia do modelo caligráfico. Como consequência há nesse tipo um distanciamento do clássico e aproximação ao que reconhecemos como contemporâneo.
O tom dos instrumentos usados para desenvolver um tipo diz sobre o tom que este tipo terá. Por exemplo: uma ferramenta informal como uma caneta hidrocor costuma produzir tipos informais. Sua ponta arredondada produz linhas homogêneas sobre o papel com pouco ou nenhum contrate entre grosso e fino e com terminações arredondadas. Dá pra lembrar da Comic Sans não é?
Desenhar com uma hidrocor uma letra serifada da times não terá o mesmo efeito de elegância de uma caneta caligráfica, assim como desenhar uma letra descontraída como a Comic Sans com uma caneta caligráfica não surtirá o mesmo efeito. As ferramentas transmitem involuntariamente suas características às letras por elas feitas.
As terminações são detalhes fundamentais para dizer sobre uma tipografia. As terminações podem dar um tom levemente descontraído, de informalidade,altamente descontraído ou ainda de seriedade.
O tom de uma letra ainda depende do modo como ela é construída. Escrever de forma espontânea, irregular ou com pouco cuidado acaba gerando uma fonte informal. 


Sobrepor diversas fontes de diferentes estilos nos dará uma imagem como essa:


A região mais escura nos revela áreas predominantes em qualquer estilo. É a forma genérica como nosso cérebro reconhece as letras. Quanto mais próximas a essa forma genérica , mais tradicionais costumam ser os tipos. É importante lembrar que formas que fogem à construção padrão costumam ser menos legíveis porque exigem mais tempo para que nosso cérebro as reconheça.

Postei ouvindo: Tony Bennett e Norah Jones - Speak Low



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Graffitipografia




O tema do post de hoje é presente em diversas discussões e renderia boas teses de mestrado, o graffiti. No entanto, vamos falar de forma mais superficial dessa arte, que, apesar de envolver todo tipo de imagens possíveis, é comum aparecer como tipografias apenas.









Vale lembrar que graffiti e pixação são coisas diferentes. É complicado aplicar definições a cada um deles, mas basta entendermos o graffiti como forma de expressão e arte urbana e desvincular qualquer possível olhar pejorativo a ele.

Os graffitis escritos são, em geral, as assinaturas de cada artista, trabalhados de forma artística. Existem diversas técnicas que podem ser utilizadas e o modo mais fácil de começar a dominar essa arte, é treinar no papel.

Mas, podemos simplificar um pouco as coisas. É possível criar sua própria arte pela internet. E é essa a dica de hoje:

http://www.graffiticreator.net/htm/black/chrome5.htm

Ou então o mais simples:

http://www.graffitigen.com/

Basta escrever a palavra desejada e trabalhar as cores e variações em cima dela e você terá o seu graffiti instantâneo. Existem muitos sites que fazem esse serviço. É claro que isso tira boa parte da graça e da arte em si, além de não ter a vivacidade que a arte nos muros tem, mas, para quem for trabalhar com desgin gráfico, servem como boa referência.

Fora isso, existem milhares de fontes completas com a linguagem do graffiti. No próprio dafont.com, encontram-se mais de 180 tipos diferentes nesse estilo:

http://www.dafont.com/theme.php?cat=606



Por fim, uma imagem do graffiteiro Banksy, mundialmente famoso por sua arte crítica e irônica. Não é a característica dele trabalhar com graffiti tipografico, mas não podia deixa-lo de lado:



Para saber um pouco mais sobre ele, visite: http://www.banksy.co.uk/

Postei escutando:




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Força tipográfica




Encontrei esses dias essa série de posters minimalistas feitos com tipografias. Sei que isso já foi tema aqui no blog várias vezes, mas não resisti. Minha intenção era usar esse post para falar da importância de uma boa escolha tipográfica em qualquer trabalho que se faça. A fonte escolhida pode levar seu trabalho da glória à miséria na mesma velocidade e intensidade. As letras falam, e não o fazem só por seu agrupamento, mas toda sua forma conta uma história. 




Bom, a série de posters foi criada pela H-57, agência publicitária de Milão, e se chama "May the force of Typography be whith you" e cada poster possui uma legenda que informa quais foram as tipografias usadas na ilustração. Acho que observar o cuidado do trabalho da equipe já rende a reflexão que eu queria levantar.
Se já não vale a referência tipográfica e imagética o site da agência é super interessante e uma visita pode render boas doses de inspiração!

Boa semana pra todo mundo e até o próximo post.

Postei ouvindo (várias vezes!): Tristesse, com Pedro Morais e Mariana Nunes 


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tipografia em publicidade sim!




Todo publicitário sabe a importância de utilizar a fonte ideal na sua propaganda, afinal, é preciso levar em conta a legibilidade, a adequação ao conteúdo, a estética em harmonia com a peça, entre várias outras coisas. O tema do post de hoje é tipografias, mas poderia muito bem ser Publicidade. Isso mesmo. Pra quem acha que a Publicidade está encaminhando para o menor número de letrinhas nas peças, se enganou. Um jeito diferente de fazer Publicidade pode ser brincando com as próprias tipografias. 

Um recurso muito legal que encontrei foi a utilização de tipografias como um próprio recurso imagético, ou seja, vários caracteres formando uma imagem, compondo a propaganda. Um nome famoso que costuma brincar com essa técnica é Si Scott, como, por exemplo, em uma das propagandas da Nike, produzida pela agência DDB, Paris, France.




O seu trabalho é muito legal, são desenhos bem próprios e originais, vale a pena conferir o site dele. Ah, todas as peças são lindas e claro que não são só trabalhos que envolvem tipografias, mas a maior parte brinca com elas, mesmo que não seja formando a própria imagem. Outro exemplo para a Nike, um pouco diferente:


O mesmo recurso de construção da imagem a partir dos caracteres foi utilizado em uma propaganda feita pela agência África para a Folha de São Paulo, e pra mim, deu super certo, afinal, escolheram ícones famosos e fáceis de associar. A propaganda é antiga, de 2008, mas achei muito legal, então resolvi compartilhar. A campanha era para divulgar a nova coleção de posteres sobre cinema, que vinham nos jornais de domingo. Embaixo das celebridades vinha escrito "The Movie Stars are in your Newspaper. Cinema Poster Collection. Every Sunday, free, at the Folha". Achei genial!


Pra quem curtiu o post e gosta do uso criativo de tipografia em publicidades, entra aqui ó:  40 Examples of beatiful typography in advertising design  

Postei ouvindo:


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Funny Logo






Começo meu post pedindo desculpas se sua cabeça ficou levemente confundida depois da imagem acima.

Na verdade, é apenas uma brincadeira com as tipografias de algumas marcas bem famosas por aí. E essa é a dica de hoje, o site http://createfunnylogo.com/edit.aspx

A idéia é bem simples, você digita o que quiser na caixa de textos e escolhe uma das 34 marcas famosas e o site instantâneamente converte o que você escreveu na tipografia da marca escolhida.

Mágico não? A princípio, pode parecer uma diversão bobinha, mas quando você precisar fazer uma paródia de alguma dessas marcas famosas, ganhará uns bons minutos com esse site.

A CRIA UFMG Jr, achou melhor não disponibilizar sua sensacional tipografia para o site, pois não queria ver seu nome relacionado a essas empresas menores, mas, caso você queira utilizar nossa tipografia... Não faça isso, pois ela é patenteada e o uso indevido de sua imagem é crime federal.

Brincadeirinhas a parte, utilizem essa ferramenta para o bem!

Postei escutando:

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Criando fontes





Pra quem gosta de fontes diferentes, uma boa idéia é criar suas próprias fontes. Existem diversos programas que fazem isso, como o Font Struct, o Fontifier, o Font Modify, o prórpio Fireworks da Adobe e diversos outros espalhados pela internet.

O funcionamento é bem simples e cada programa é mais recomendado para cada situação específica. O Fontmodify, por exemplo, oferece a possibilidade de se alterar uma fonte já existente, podendo-se modificar apenas uma letra por exemplo.
















O Font Struct, por outro lado, facilita mais a sua vida caso você queira criar uma fonte no próprio computador, usando o mouse e sua criatividade.












E o Fontifier fornece uma folha padrão na qual você pode imprimir e escrever usando sua caligrafia manual, depois scannear e ele a transformará em uma fonte editável.




No fim das contas, o importante é sair com sua letrinha personalizada. E, caso você não esteja muito inspirado, alguns sites disponibilizam diariamente as fontes que as pessoas vão criando, podendo ser utilizadas e modificadas por qualquer um.




Vale a pena testar os programas, afinal, a maioria deles é gratuito (ao menos pra teste).

Sites:

fontstruct.com
fontifier.com
adobe.com/br/products/fireworks.html

Postei escutando:

http://www.youtube.com/watch?v=ruiJrfwj6lo