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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Intervenções publicitárias

Na primeira década deste século aconteceu um boom das intervenções urbanas (ou intervenções artísticas) em todo mundo, com Banksy como exemplo e referência. Os profissionais de publicidade procuram estar sempre atualizados sobre o que acontece ao seu redor e observaram esses acontecimentos. Muitos deles, inclusive, participam de movimentos de intervenção urbana, seja ela puramente artística ou de caráter ativista. Essa característica foi fundamental para a popularização de novas formas de propaganda usando como referencial as intervenções urbanas.

Diversas marcas buscaram intervir na paisagem urbana e em elementos cotidianos de forma criativa, com intenções de fazer seus públicos-alvo interagirem com a marca. Algumas intervenções são consideradas marketing de guerrilha e também têm impacto direto através do buzz marketing ("propaganda boca a boca") da marca.

A exemplo, algumas intervenções do McDonald's, em diversos países:



Outro caso que ficou bem popular foi um site alemão de procura de empregos que, usando o slogan "a vida é muito curta para ter o emprego errado", fez diversas intervenções em elementos cotidianos:






Nem sempre a intervenção tem a ver com os produtos ou serviços vendidos. Muitas marcas patrocinam artistas para executarem suas obras e apenas o nome e algumas referências à marca entram no conjunto.

A Wolksvagen, em uma campanha elaborada em concurso na Suécia, quis incentivar as pessoas a melhorarem seus hábitos através da diversão, como subir pela escada de concreto ao invés de pela escada rolante e a jogar o lixo no lixo:





A Reebok, que patrocinou a maior pintura 3D de rua do mundo, em Londres, de autoria do artista britânico Joe Hill:


A Lego também investiu em pintura 3D de rua e encomendou do artista holandês Leon Keer a arte elaborada em uma rua da Flórida, inspirada no Exército de terracota:



No Brasil, temos como um dos diversos exemplos a campanha do Museu do Futebol, que instalou traves com o formato de molduras de quadro em campos de futebol improvisados em São Paulo:



Outro exemplo é a ação da ONG Canto Cidadão, de São Paulo, que instalou pipas e cartazes nos postes alertando para o perigo de soltar pipas perto da rede elétrica. O slogan era: “Toda Pipa presa nos fios é um alerta de perigo.":




O que todas essas intervenções têm em comum é fazer conexões incomuns. O que chama a atenção e surpreende o público é a maneira divertida ou inusitada em que dois ou mais fatores distintos se unem gerando surpresa ou quebra de expectativa. Que todos os exemplos sirvam de inspiração para tornar a propaganda mais interativa e menos invasiva.

Outras ações interessantes:







 




 









segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O design mineiro em Cannes e sardinha enlatada

Pela primeira vez, um trabalho de uma empresa de Minas Gerais ganhou o prêmio Design Lions, em Cannes. A empresa, Greco Design. O trabalho, sinalização para um consultório odontológico:


A ideia, que trouxe o bronze no prêmio, surpreende por sua simplicidade. No dia 04 de setembro ocorreu, no Palácio das Artes, o evento Criatividade que gera Resultados, ligado ao movimento Minas em Cannes. O evento teve uma palestra de Gustavo Greco, proprietário e diretor de criação da Greco Design. A Cria esteve lá e pôde saber mais detalhes sobre a ideia premiada da Greco, relacionando-a ao mercado mineiro.


Greco, durante sua a palestra, usa a metáfora da sardinha para designar ao mercado mineiro. Sardinha? Calma, você vai entender. Muitas vezes, quando as pessoas se deparam com uma lata de sardinha para preparar um prato, acreditam que ele não ficará bom. Porém o designer afirma que um prato ser feito à base de filet mignon só é garantia de que 50% da receita ficará boa. Um prato bem feito, com sardinha, fica melhor do que um um prato qualquer feito com a carne de primeira.
Muitas vezes, os os publicitários mineiros se veem na situação de ter que fazer um prato bom só com sardinha, ou mais precisamente, um cliente com muitas expectativas e um orçamento pequeno.

Não é preciso muito para fazer algo bom, o que não significa que ter muito disponível é ruim. O fator decisivo que faz uma receita, seja ela à base de  sardinha ou filé, ficar boa é a criatividade. Uma das coisas que se conclui da palestra é: não desanimar ao se deparar com uma "lata de sardinha", e sim usá-la para fazer um bom prato.

No fim da palestra, todos receberam uma lata de sardinha com o dizeres: "E você? O que vai fazer com sua lata de sardinha?". Fica a questão para reflexão.


Peço desculpas pela falta de qualidade da foto, estou sem câmera. :(






Postei ouvindo: